Descaso com o dinheiro público

Uma cidade que parece ter parado no tempo. É essa a definição que prefeito de Guapimirim, Zelito Trinquelê, usa para explicar as condições estruturais que encontrou ao assumir a prefeitura nesta semana. Ao continuar o trabalho de avaliação das secretarias, nesta quinta-feira (05), o prefeito mostrou-se preocupado com a quantidade de materiais comprados com dinheiro público e que não tiveram a finalidade adequada.

Em um galpão localizado no anexo da sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no bairro de Bananal, toneladas de lixos se encontram misturados a outros mobiliários da prefeitura que se quer utilizados. Ao menos dez carros e duas unidades móveis de saúde estão parados e abandonados irregularmente por falta de manutenção. Além dos veículos, inúmeros televisores, materiais apreendidos, cadeiras escolares e livros didáticos novos de diversas disciplinas foram deixados no local sem qualquer cuidado.

Para Zelito, a situação é um retrato dá má administração e do descaso com os moradores de Guapimirim.

“Não é preciso ser prefeito ou morador de Guapimirim para narrar a frustração de ver a nossa cidade dessa forma. É um desperdício de dinheiro e um descompromisso com o conhecimento. A minhão gestão não pode nem vai compactuar com a má prestação dos serviços. No que se referem aos livros, convidarei o secretário municipal de Cultura para iniciar a análise e aproveitar, no que for possível, esses títulos a fim de formarmos uma biblioteca”, definiu o prefeito.

Ao lado de Zelito, o secretário municipal de Meio Ambiente, Pierre Dutra, afirmou que em parceria com a secretária municipal de Obras vai realizar a remoção dos itens do local.

“É inadmissível vermos essa quantidade enorme de materiais perecendo desta forma. É uma questão que envolve inclusive a saúde pública. Quanto ao lixo, faremos a remoção de imediato”, disse Pierre.

Em outro galpão, este localizado na secretaria de agricultura, mais itens abandonados. Placas de trânsito, computadores, veículos e outros livros. Já no pátio, materiais de escolas de samba e até mesmo um ônibus permanecem jogados a céu aberto em terreno da Prefeitura. Alguns com acúmulo de água da última chuva. Condições perfeitas para proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

“É incrível como conseguiram sucatear o patrimônio público. Nesse primeiro momento vamos arrumar a casa para seguir em frente. Estamos dispostos a fazer o melhor”, concluiu Zelito.