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Restos de poda de árvores vão virar adubo em Guapimirim

Postado por Ascom em 11/jan/2017 - Sem Comentários

A prefeitura de Guapimirim encontrou uma solução ecológica e eficaz para as toneladas de resíduos que são coletados diariamente nas ruas e praças da cidade. A partir de agora, todos os materiais provenientes das podas de árvores do município serão transformados em adubos orgânicos e fornecidos gratuitamente aos agricultores locais. Uma parte também será destinada às praças, escolas e áreas públicas com jardins.
 
Antes de serem trabalhados, os materiais passam por um processo de separação. Em seguida, são triturados e misturados a um inoculante – que pode ser o esterco de bovinos ou aves – responsável por enriquecer as partículas. Na ausência de um deles, também serão utilizados um ferrimento biológico, como o Bocashi. 
 
A iniciativa é da secretaria municipal de agricultura, que seguindo o pedido do prefeito Zelito Tringuelê, iniciou os trabalhos já na segunda semana, após o início da nova gestão.
 
Segundo o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca (SMAP) de Guapimirim, Daniel Eugênio, a proposta reduz o volume do material orgânico no local e fornece uma destinação legal aos resíduos, já que segundo ele, há anos estes itens são recolhidos e despejados sem a devida atenção.
 
“Com isso, atendemos a uma demanda antiga dos pequenos produtores que precisam deste material”, afirmou Daniel. 
 
Já para o técnico e subsecretário de Agricultura, Urias Fernandes, uma das principais vantagens desse processo é o baixo custo e a qualidade do adubo.
 
“Ele atua como um recuperador da estrutura física do solo, o que evita a falta de compostos naturais necessários para o crescimento saudável da planta e das produções”, explicou Urias.

Descaso com o dinheiro público

Postado por Cláudio Calabaça em 06/jan/2017 - Sem Comentários

Uma cidade que parece ter parado no tempo. É essa a definição que prefeito de Guapimirim, Zelito Trinquelê, usa para explicar as condições estruturais que encontrou ao assumir a prefeitura nesta semana. Ao continuar o trabalho de avaliação das secretarias, nesta quinta-feira (05), o prefeito mostrou-se preocupado com a quantidade de materiais comprados com dinheiro público e que não tiveram a finalidade adequada.

Em um galpão localizado no anexo da sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no bairro de Bananal, toneladas de lixos se encontram misturados a outros mobiliários da prefeitura que se quer utilizados. Ao menos dez carros e duas unidades móveis de saúde estão parados e abandonados irregularmente por falta de manutenção. Além dos veículos, inúmeros televisores, materiais apreendidos, cadeiras escolares e livros didáticos novos de diversas disciplinas foram deixados no local sem qualquer cuidado.

Para Zelito, a situação é um retrato dá má administração e do descaso com os moradores de Guapimirim.

“Não é preciso ser prefeito ou morador de Guapimirim para narrar a frustração de ver a nossa cidade dessa forma. É um desperdício de dinheiro e um descompromisso com o conhecimento. A minhão gestão não pode nem vai compactuar com a má prestação dos serviços. No que se referem aos livros, convidarei o secretário municipal de Cultura para iniciar a análise e aproveitar, no que for possível, esses títulos a fim de formarmos uma biblioteca”, definiu o prefeito.

Ao lado de Zelito, o secretário municipal de Meio Ambiente, Pierre Dutra, afirmou que em parceria com a secretária municipal de Obras vai realizar a remoção dos itens do local.

“É inadmissível vermos essa quantidade enorme de materiais perecendo desta forma. É uma questão que envolve inclusive a saúde pública. Quanto ao lixo, faremos a remoção de imediato”, disse Pierre.

Em outro galpão, este localizado na secretaria de agricultura, mais itens abandonados. Placas de trânsito, computadores, veículos e outros livros. Já no pátio, materiais de escolas de samba e até mesmo um ônibus permanecem jogados a céu aberto em terreno da Prefeitura. Alguns com acúmulo de água da última chuva. Condições perfeitas para proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

“É incrível como conseguiram sucatear o patrimônio público. Nesse primeiro momento vamos arrumar a casa para seguir em frente. Estamos dispostos a fazer o melhor”, concluiu Zelito.