A Fundação Oswaldo Cruz promoveu uma oficina de trabalho de monitoramento e combate contra a febre amarela na sede da Defesa Civil, em Guapimirim, na última segunda-feira (18/12). O evento contou com o apoio das secretarias municipais do Ambiente, de Saúde e de Agricultura, Pecuária e Pesca, além da Secretaria Estadual de Saúde, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ).

Durante o período da manhã foram realizadas palestras. Já na parte da tarde, atividades práticas de identificação e combate a focos do mosquito transmissor da febre amarela.

“A Secretaria do Ambiente tem contribuído no combate efetivo ao mosquito transmissor da febre amarela, por meio do recolhimento de pneus velhos. Só este ano já foram recolhidas, aproximadamente, 48 toneladas em diversos pontos do município, durante as ações de limpeza urbana”, comentou o secretário municipal do Ambiente, Pierre Dutra.

“A escolha de Guapimirim para realizar este evento é muito importante. Este ano, a Secretaria Municipal de Saúde realizou uma intensa campanha de vacinação contra a febre amarela. Entre março e abril, em menos de um mês, mais da metade do público-alvo, cujo total era de 48 mil, já tinha sido imunizada. E ao longo de 2017 a campanha teve continuidade, inclusive com a vacinação itinerante em praças, perto de supermercados, entre outros locais”, disse o secretário Municipal de Saúde, Marco Appolinario.

“O combate contra o mosquito transmissor da doença deve ser de todos e com integração entre as secretárias, demais órgãos públicos e com adesão da população. Da nossa parte, buscamos orientar e conscientizar os produtores rurais a não deixarem água parada nos vasos de plantas ou em outros locais que sirvam de criadouros”, falou o secretário Municipal de Agricultura, Daniel Eugênio.

“O objetivo dessa oficina de trabalho era atualizar o cenário da febre amarela no estado do Rio de Janeiro, e disponibilizar treinamento para o desenvolvimento de ações de vigilância integrada, destacando os procedimentos para identificação de epizootias, notificação às secretarias de saúde municipais, coleta primatas não humanos, uso do aplicativo SISS-Geo, com vistas à realização de vigilância passiva”, explicou o gestor Ambiental da Secretaria Municipal do Ambiente, Fernando Martins.

Participaram da oficina cerca de 150 pessoas de mais de 20 municípios fluminenses, entre eles: Teresópolis, Macaé, Rio de Janeiro, Araruama, Paraty, Duque de Caxias e Magé.